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Literatura 18 de setembro de 2021
Tem início as celebrações do 80º aniversário da APL
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Ângela Bezerra de Castro

Dando início às celebrações dos 80 anos de fundação da Academia Paraibana de Letras, a presidente, Ângela Bezerra de Castro disse em seu discurso:  “Sonho de intelectuais visionários que, através dos tempos, se concretizou na sólida Instituição de Utilidade Pública, reconhecida pela sua positiva e valiosa interferência, na cena cultural da Paraíba”.

Para comemorar seus 80 anos, completados no dia 14 de setembro, próximo passado, a APL recebe da Fundação Joaquin Nabuco, destacada instituição cultural nordestina e brasileira, o apoio que significa, sobretudo, o reconhecimento de nossa tradição intelectual e o elevado espírito de contribuir para que essa data seja não apenas celebrada, mas perenizada e divulgada, em publicações virtuais de longo alcance, como também na forma impressa do livro, que é o suporte de uma civilização.

Oitenta anos constituem um marco simbólico, tanto para os indivíduos, quanto para as instituições. Representam uma vitoriosa linha de chegada, pelo que implicam de luta e de resistência no longo percurso. Pelo que representam de acúmulo, como saldo de todos os desafios ultrapassados.

O que me parece justo destacar, na existência da APL, é o idealismo dos que a mantiveram até aqui, motivados pelos objetivos que cumpre alcançar. Cultivar, preservar e divulgar a cultura, um compromisso que une gerações de ontem, de agora e sempre, pois não existe limite fixado para o término dessa construção coletiva. Um patrimônio de valor incalculável, para que o futuro não seja desprovido de raízes e de memória.


Em meu discurso de posse, denominei a APL de “casa dos meus mestres”. E é assim, que ainda a vejo. Oscar de Castro, Flósculo da Nóbrega, Clóvis Lima, Padre Luiz Gonzaga, Afonso Pereira e Juarez da Gama Batista permanecem para mim, como referências de imortalidade.

Há mais de meio século, atenta a suas sábias lições, era impossível imaginar que os 80 anos dessa Casa das Letras seriam comemorados no decorrer de meu mandato de Presidente. Na mesma cadeira ocupada pelo mestre Oscar de Castro, ao longo de 25 anos. Não por vaidade ou ilusão de poder. Mas por devotamento, para que não morresse o espírito acadêmico. E, assim, fixou as raízes da APL, conquistando sua sede própria e criando a Revista que continuamos a editar.


Na figura ímpar do mestre Oscar de Castro, reverencio todos os acadêmicos do presente e do passado, nesta data histórica. A identidade da APL é o somatório da expressão intelectual de cada um.


Agradeço ao Presidente Antonio Campos pela iniciativa de transformar a Fundação Joaquim Nabuco em anfitriã do aniversário de 80 anos da APL, através da celebração da memória cultural que agora se inicia, na palavra dos acadêmicos conferencistas. E na intepretação de cada ilustre paraibano, por eles escolhidos.