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QUINTETO VIOLADO: De Pernambuco para o mundo; a força da música regional dialogando com o universal

06 de janeiro de 2022
Foto: Div

Surgido em Pernambuco no momento pós-tropicalista (1971), o Quinteto Violado focou seu trabalho na música regional, valorizando a cultura brasileira através de trabalhos de pesquisa e agregando as experiências pessoais dos seus integrantes. Desta época até hoje o Quinteto e sua identidade sonora – construída a partir do contrabaixo, violão, viola, flautas, teclados, percussão e vozes – conquistam cada vez mais admiradores pelo Brasil e o mundo.

Inicialmente formado por Toinho Alves (Antônio Alves, Garanhuns – PE, 1943 – falecido em 2008), canto e baixo acústico; Marcelo (Marcelo de Vasconcelos Cavalcanti Melo, Campina Grande – PB, 1946), canto, viola e violão; Fernando Filizola (Limoeiro – PE, 1947); Luciano (Luciano Lira Pimentel, Limoeiro – PE, 1941 – falecido em 2003), percussão, e Sando (Alexandre Johnson dos Anjos, Garanhuns, 1959), flautista, na década de 1990 passou a ser integrado por Toinho, baixo acústico, compositor, cantor e diretor musical do conjunto; Marcelo, violonista, violeiro, cantor e compositor; Ciano (Luciano Alves, Garanhuns – PE, 1959); Roberto Menescal (Roberto Menescal Alves Medeiros, Garanhuns, – PE, 1964), cantor e percussionista; e o tecladista, Diretor Musical e Arranjador do grupo Dudu (Eduardo de Carvalho Alves, Recife – PE, 1970), atual Administrador da Empresa Quinteto Violado Produções.


REVISTA NORDESTE
Esta matéria está publicada na edição de nº 179 da Revista NORDESTE que já está disponível para o leitor nas principais bancas e também em edição digital. (Clique aqui para acessar).

O seu estilo Free Nordestino se caracteriza pelos arranjos com a identidade nordestina e a influência da música do mundo – A música do Quinteto é orgânica, com personalidade local, mas, quando projetada, tem referências que independem de nacionalidade. É um som universal com fortes influências nordestinas e cosmopolitas na sua harmonia. Algumas poesias ou letras são dos próprios integrantes, mas a maioria é leitura do cancioneiro popular que recebe roupagem nova com arranjos transformadores. As músicas têm um toque de contemporaneidade e improvisos típicos do jazz, passeando do erudito ao mais popular dos estilos.

Apresentou-se pela primeira vez, ainda sem a denominação que o tornou famoso, em janeiro de 1970, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Em outubro de 1971, quando se apresentou na Cidade-Teatro da Nova Jerusalém (Fazenda Nova PE), seus integrantes foram chamados por Robinson Pacheco – filho do idealizador da cidade-teatro da Nova Jerualém, de “os violados”, nascendo daí o Quinteto Violado. Gilberto Gil os apresentou ao produtor Roberto Sant’anna, da Phonogram/Philips, e o aparecimento do conjunto foi exaltado por Caetano Veloso. E logo começaram a mostrar seu trabalho por todo o Brasil e também outros países. Além da música, realizaram trabalhos didáticos, ministrando oficinas de música em escolas pernambucanas.

Não é exagero dizer que o primeiro disco do grupo, há 50 anos, plantou uma semente de mudança no modo de sentir e expressar a música do Nordeste do Brasil, música esta que desbravou novos e amplos horizontes pelo mundo. Europa e Ásia receberam o Quinteto Violado de braços, olhos e ouvidos bem abertos. Portugal, Alemanha, Suíça, França, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Áustria, Bélgica, Itália, Espanha, Turquia, Síria, Coréia do Sul (Seul), além do Paraguai, Peru e Suriname, nas Américas.

Angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos, na África, também conheceram esta nova música brasileira, fundamentada na cultura nordestina. E são frequentemente visitados pelo grupo.

A estreia internacional do Quinteto Violado aconteceu em 1975, no Mercado Internacional de Disco e Edição Musical – MIDEM, realizado na cidade de Cannes, França, em viagem na parceria do amigo Jair Rodrigues, que àquela altura já era estrondoso sucesso. A participação neste evento resultou no lançamento do primeiro disco do grupo e do LP “A Feira”, no Japão. Nesta mesma viagem o Quinteto foi até Paris, onde se apresentou no Olympia, ao lado do próprio Jair, de Jorge Benjor, Toquinho e Vinícius de Moraes.


LEIA NA ÍNTEGRA

Você pode ler a matéria completa sobre os 50 anos do Quinteto Violado na edição virtual da Revista NORDESTE, disponível ao leitor no site da própria revista e no Portal WSCOM (Clique aqui para acessar).