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Alberto Arcela 3 de janeiro de 2017
Elas por Elas
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Nunca escondi o amor que sinto por elas, desde os tempos de Glória Vasconcelos a quem tive o prazer de dirigir e revelar no show Canto de Rua, com Dida Fialho. Brancas, negras, magras e gordinhas, sempre desceram redondo no panorama da música brasileira. Estou falando, e claro, na constelação de estrelas que sempre povoaram os céus da Paraíba, dando vazão a lenda de que temos sereias muito além do fundo dos rios e do mar.

Dos tempos de Glória, lembro também de Anabete Mônica e do surgimento e consolidação das carreiras de Diana Miranda, Patrícia Moreira, Renata Arruda, Soraia Bandeira e Eleonora Falcone , além das divas reveladas na Oficina Literária, a exemplo de Gracinha Telles e Débora Vieira.

Isso sem falar no talento festejado de Elba Ramalho, nossa estrela maior, e na emblemática Marinês, que abriu caminho , junto com o marido Abdias, para tantos outros paraibanos e nordestinos de valor.

Digo tudo isso, no mês dedicado a mulher, tentando fazer justiça ao enorme talento dessas guerreiras que só fizeram se multiplicar nos últimos anos. Hoje, assisto feliz e de camarote ao surgimento da nova geração dessas cigarras que cantam sem exigir muito em troca.

No repertório, são roqueiras e sambistas, líricas e intimistas, mas no universo da música são intérpretes de um mundo novo. Atendem por Pollyana, Val e Dani, Juliana, Érica e Nathália Bellar. A seu modo, são todas belas e cantam com o coração. De mulher, com toda plenitude e glória.

Saudemos, pois, essas cantantes que orgulham o nosso Estado e me fazem chorar. De puro prazer e satisfação, é bem verdade, mas o que são as lágrimas se não a tradução da alma. A bênção, portanto, a cada uma delas e o desejo de sorte grande e sucesso