Logo
Gil Sabino
Compartilhar:

AGENDA MUITO VIVA

05 de maio de 2017



A foto que ilustra essa matéria é fruto de uma vivência e relacionamento de um ano, desde quando retornei de São Paulo, via Recife, para morar na Paraíba, dando início a alguns projetos junto com o jornalista Walter Santos.

Fui empossado diretor de cultura da API – Associação Paraibana de Imprensa, e logo me interessou saber quem eram os novos artistas, os novos talentos que surgiam. Fui buscar informação com Carlos Aranha, a produtora Ester Rolim, artistas, produtores, gestores, e dei início a uma infinita agenda de eventos. Qual não foi a surpresa. A Paraíba estava, está em um de seus melhores momentos de arte e cultura.

Embora essa fonte inesgotável, e hoje com o advento das mídias sociais, algo acontece que não deixa ainda repercutir além de aqui, mesmo ali em Recife, onde quase não tínhamos notícia do que estava acontecendo. Vez ou outra me chegavam informações. Em SP só ouvia através da TV Globo, Os Gonzagas e Lucy Alves, e ponto.

Raciocinando a nossa responsabilidade como jornalista de cultura, pensei uma proposta de  comunicar a arte e cultura, de maneira a juntar os mais antigos abraçando os novos, formando um diálogo interativo, dando vez a Zé Ramalho, Elba, Chico César, e abrindo espaço também para novos como Seu Pereira, Nathália Bellar, Val Donato, e muito outros.

Também nas artes cênicas, reencontro a atriz Zezita Matos, que nos prestigiou com excelente entrevista num domingo à tarde em meio às gravações da telenovela Velho Chico; e fomos conversar com Raquel Ferreira, Suzy Lopes, Mariana Petite e outras novas estrelas do teatro paraibano. Comecei também um relacionamento com a literatura através do projeto Sol das Letras, de Juca Pontes e Hélder Moura; e nas artes plásticas reencontro Fred Svendsen, Sandoval Fagundes, Clóvis Júnior, Jeff Charges Fonseca e outros, e na fotografia Gustavo Moura, Antonio David, Guy Joseph, Rodolfo Athayde, Germana Bronzeado, Rinaldo Vitorinni; enfim, teatro, cinema, música, literatura, artes plásticas e cênicas e demais eventos.

Foi quando surgiu a ideia de editar uma agenda cultural com maior dinâmica, aprofundando esse diálogo e propondo criar uma grande comunidade consumidora do produto artístico e cultural, e incluir aí também o turismo, como valor agregado. Uma agenda com entrevistas revelando nossos artistas, anunciando e falando sobre os eventos, conversando com produtores, atores, autores, gestores, empresários, artistas em geral. E numa noite conhecendo o jovem grupo AEDOS de poesia, que na oportunidade homenageava o escritor Linaldo Guedes, no restaurante Vila do Porto; durante uma fala com a poetisa e professora Vanessa Riambaum, eis que vem o nome do projeto. Eu explicando, dizia a ela que estava propondo uma agenda que não fosse estática, apenas texto e foto, mas que fosse Viva. Daí a AGENDA VIVA.

Não temos ainda recursos necessários que abriguem desenvolver o projeto. Nosso apoio vem de parcerias simples que entenderam a importância de focar e emplacar novos espaços culturais. E facilmente posso citar aqui o Café da Usina, Buarque-se Café, Parahybólica Cultural, e alguns outros que abriram suas portas para gravações itinerantes. E sem dúvida, a WSCOM, que nos incentivou a tocar pra frente, abrigando a parceria com possibilidade de escritório e estúdio.

O que nos mostra a foto (ilustrativa da matéria) é um registro do apoio, do respeito, da credibilidade que adveio com o tempo, construído a partir de valores honestos, de importantes relações no campo das artes e da cultura.

Nesse momento agradecemos a todos que nos enxergam, que participam, que apoiam e que acreditam em nosso projeto cultural. Estamos partindo para novo momento de investimentos em tecnologia e eventos. Temos muito ainda a trabalhar nosso marketing, Branding, projetos especiais, etc. E finalizar dizendo que a nossa é uma AGENDA MUITO VIVA!

As matérias assinadas são de responsabilidade dos seus respectivos Autores.